Burberry e sua história de sucesso

A Burberry é uma marca do segmento de luxo que conquistou consumidores elegantes em todas as partes do mundo. O xadrez é sua “marca registrada” e estampa os mais diversos produtos, entre eles roupas, calçados, perfumes e até maquiagens.
Quem é que não sonha em ter em seu guarda-roupa (ou closet) um original trench coat da Burberry?
Tudo começou em 1856, quando Thomas Burberry, um aprendiz de vendedor de tecidos de 21 anos abriu uma pequena loja de roupas em Basingstoke, Hampshire, Inglaterra.
Em 1870, essa loja havia se tornado um “empório”. Onze anos depois, com o nome de Thomas Burberry & Sons eles abrem uma loja na West End de Londres.
Em 1880, Burberry, desenvolveu um tecido que respirava, era à prova d’água e não rasgava que foi chamado de gabardine.
Devido à praticidade do tecido, em 1895 ele foi chamado pelo exército britânico para desenvolver o casaco que seria o antecessor do trench coat (“casaco de trincheira”) para os oficiais. Ainda em função das descobertas têxteis de Burberry, em 1911, o explorador norueguês Capitão Roald Amundsen, se tornou o primeiro homem a chegar no Pólo Sul.
E em 1914, comissionado pelo escritório de Guerra para adaptar o antigo casaco dos oficiais para combate.
Burberry adicionou eqaulettes* e argolas em forma de “D”, e ali nascia o trench coat. E, nos anos 20, o tecido xadrez, que é marca registrada da empresa, foi criado e usado no forro dos trenchs.
O cavaleiro que é símbolo da marca e apareceu pela primeira vez acompanhado da palavra em latim “prorsum” que significa “adiante”, “para frente”.
Em razão da importância da marca no mercado britânico (e mundial), em 1955, a Burberry foi condecorada com uma Royal Warrant (uma menção honrosa dada a comerciantes e marcas), pela majestade Rainha Elisabeth II.
E, em 89, foi novamente condecorada com a mesma menção pelo Príncipe de Gales.
Também em 55, a marca foi comprada pelo grupo Great Universal Stores (GUS). Mas nem tudo foram rosas para a Burberry. Na segunda metade do século XX, a marca em si ficou perdida no acelerado mundinho fashion e ela ficou relacionada a um público acima de 50 anos.
A reviravolta começou em 1997, quando o GUS (que detém a maior parte das ações da Burberry) convidou a americana Rose Marie Bravo, presidente da loja de departamentos Saks Fifth Avenue, para ser executiva-chefe da marca.
A partir dali, se iniciou o processo de criação de uma nova imagem: uma Burberry fashion.
Mas a coisa começou a esquentar mesmo quando Bravo recrutou Roberto Menichetti, ex estilista de Jil Sander. Em 98, Menichetti desenvolveu uma linha de vestuário chamada Prorsum (mesmo nome que aparece na bandeira do símbolo da marca), uma linha de valor um pouco maior.
A primeira providência de Bravo foi contratar o fotógrafo Mario Testino para cuidar das campanhas publicitárias e recrutar Kate Moss, a modelo que tem a imagem mais valiosa do mundo da moda, para ser a garota-propaganda.
O grande mérito da dupla Rose Marie-Bailey foi pegar um produto empoeirado, mas com pedigree, sacudi-lo e reinventá-lo em uma linguagem jovem e moderna – sem perder um pingo sequer da elegância britânica. O resultado: o xadrez mais famoso do mundo, agora aparece conectado, além de Kate Moss, a figuras como Madonna, Liam Galagher, vocalista do Oasis, além da atriz Emma Watson, que foi modelo da BURBERRY por um bom tempo, e devido ao seu sucesso nos filmes Harry Potter influênciou os mais jovens a se interessar pela marca britânica.
Recentemente a marca voltou a estar em evidência: a bolsa Knight Bag, em couro preto, salpicada de metal na superfície e fecho lateral com chave já foi vista nos braços de Cameron Diaz, Jessica Alba e da modelo britânica Agyness Deyn.
Resultado: sem perder os tradicionais compradores, a faixa etária do público mudou de 50 para a média de 30 anos.
Ou melhor, se expandiu: agrada dos avós aos netos e também à quarta geração da família, já que a marca começou a desenvolver sua linha infantil e baby. Mas o time só ficou completo em 2000, com a chegada do estilista ultra britânico de 34 anos, Christopher Bailey.
É verdade que as roupas dos desfiles vendem pouco, mas servem de inspiração para as linhas efetivamente rentáveis, como a Burberry London, coleção mais extensa e popular que não existia antes de Rose Marie (assim como bolsas, óculos de sol, sapatos, lingerie e linha infantil).

No ano retrasado, a Burberry movimentou o equivalente a de 3 bilhões de reais, 15% a mais que no ano anterior.
A Burberry faz tanto sucesso por ser uma marca famosa com uma gama de valores e de produtos bastante ampla.
O xadrez aparece em sapatos, roupas (femininas, masculinas e infantil), acessórios, bolsas, eyewear, biquínis, sungas, perfumes, bonés, cintos, gravatas, jeans, botões estampados, etc.
A marca está comemorando seus 150 anos de muito sucesso!
Dados corporativos:
? Origem: Inglaterra
? Fundação: 1856
? Fundador: Thomas Burberry
? Sede mundial: Londres, Inglaterra
? Proprietário da marca: Burberry Group plc
? Capital aberto: Sim
? Chairman: John Peace
? CEO: Angela Ahrendts
? Estilista: Christopher Bailey
? Faturamento: £1.27 bilhões (2009)
? Lucro: £81.4 milhões (2009)
? Valor de mercado: US$ 4.8 bilhões (março/2011)
? Valor da marca: US$ 3.110 bilhões (2010)
? Lojas: 400 (+ 47 outlets)
? Presença global: + 85 países
? Presença no Brasil: Sim (2 lojas)
? Funcionários: 5.700
? Segmento: Moda de luxo
? Principais produtos: Roupas, sapatos, acessórios e perfumes
? Ícones: O xadrez de suas roupas e acessórios
? Website: www.burberry.com
O valor
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca BURBERRY está avaliada em US$ 3.110 bilhões, ocupando a posição de número 100 no ranking das marcas mais valiosas do mundo.
A marca no mundo
A BURBERRY vende seus tradicionais produtos em 140 lojas próprias e 262 unidades instaladas dentro das mais sofisticadas e chiques lojas de departamentos do mundo. A marca conta ainda com 47 outlets e lojas virtual em mais de 27 países. A linha de acessórios representa aproximadamente 25% do faturamento da marca, que está presente em mais de 85 países. A Europa responde por 44% do faturamento anual, seguida pelas Américas (27%) e Ásia (24%).
Você sabia?
? A transformação da BURBERRY em um dos maiores fenômenos da indústria da moda é apontada como um bem-sucedido e famoso case de marketing. E virou até verbo. “Fazer uma Burberry” significa hoje tirar a poeira de uma marca tradicional, modernizar as coleções e, claro, vender horrores.
? O sucesso da marca britânica entre os jovens é tamanho que sua página no Facebook conquistou mais de 3 milhões de fãs e seguidores, o que é algo inédito para uma empresa de moda. Uma conquista e tanto para a até então recatada e clássica BURBERRY.
A marca percebeu que a grande jogada para a maior satisfação do seu novo público estava no meio da publicidade e tecnologia.
Utilizando-se das mídias sociais e experimentações digitais, Burberry, tem arregimentado toda uma geração de fieis. Uma geração também conhecida como geração da internet ou geração do milênio pela sociologia, que se refere aos nascidos entre meados da década de 70 e 90, e é representada por indivíduos que nasceram numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica.
A comunicação através de sites, emails, aplicativos para mobile e mídias sociais tem papel fundamental para construir essa relação entre as empresas e esse tipo de consumidor, e a marca se destacou nesse sentido. As vendas online duplicaram em relação ao ano passado.
Em outra demonstração de interatividade, nas lojas, o desfile da coleção primavera/verão 2011 da marca foi transmitido ao vivo e os consumidores podiam comprar peças apresentadas usando iPads disponíveis no local.

* Pelo que pesquisei “eqaulettes” são os detalhes que ficam sobre os ombros. O google corrige a palavra para “epaulettes” que são“dragonas”, ou seja, enfeites com franjas aplicados sobre os ombros em casacos militares. Se você tiver uma informação mais precisa a respeito, por favor compartilhe com a gente!) 

bisou bisou,
Viviane
 As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
http://www.pensomoda.com/http://www.portalsaofrancisco.com.br/ e
http://mundodasmarcas.blogspot.com/





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