No ano de 1982 o mundo ainda estava em plena Guerra Fria. Na URSS, o general Igor Petrowitsch Kornitzky, do Ministério da Indústria e da Defesa Soviético, ordenou ao director da empresa LOMO, Michael Pantiloff, a produção maciça de máquinas fotográficas pequenas, robustas e fáceis de usar. O general amante da fotografia, ficou encantado por uma pequena máquina japonesa, muito resistente e cujas lentes eram de qualidade excepcional. A idéia era produzir Lomos baratas para que estas se tornassem verdadeiros instrumentos de propaganda. Assim as famÃlias da URSS documentaram amplamente o estilo de vida soviético.
A Lomo Kompact Automat foi produzida em série e vendida não só na União Soviética, mas tembém em paÃses como o Vietnã, a Alemanha e Cuba.
A “Lomomania” propriamente dita começa em Praga em 1991, quando dois jovens vienenses, de férias na capital da República Checa, descobriram a máquina Lomo. Começaram então a fotografar tudo, muitas vezes sem sequer olhar através da objetiva. De volta para casa, o fascÃnio dos dois fotógrafos pela cor, pela luz e a qualidade das imagens (focadas ou desfocadas) foi tão contagioso que rapidamente a moda das Lomo se espalhou entre os jovens da cidade.
Em 1995 nascia em Viena, na Ãustria, a Sociedade Lomográfica e a primeira LomoEmbaixada, com o objetivo de impedir o desaparecimento das pequenas máquinas fotográficas russas, uma vez que a fábrica de São Petersburgo tinha acabado com a produção. A Sociedade Lomográfica organizou uma série de vendas de Lomos no âmbito de diversos eventos culturais, que serviram para afirmar o valor artÃstico da Lomografia.
A arte de fotografar com uma Lomo consiste em fotografar ao acaso, de forma imprevisÃvel. A Lomografia não é uma fotografia encenada, produzida; é uma fotografia do quotidiano.
Um dos grandes projetos da Sociedade Lomográfica em colaboração com as várias embaixadas espalhadas por mais de 50 cidades em todo o mundo é a constituição do LomoWordArchive, um registo visual, em escala mundial, graças às fotografias do lomógrafos de todo o mundo.
Desde o lançamento da Lomo em Lisboa a 11 de Dezembro de 2000 já foram organizadas várias exposições, festas, concursos lomográficos, workshops, publicações e website, perpetuando a imagem colorida e descontraÃda deste gênero fotográfico. Lomomania, Lomografia, Lomógrafo tornaram-se expressões correntes nesta nova forma de fotografar.
Os lomógrafos seguem dez regras básicas:
1. Levar sua Lomo onde você for.
2. Fotografe a qualquer hora do dia ou da noite.
3. A Lomografia não interfere na sua vida, ela é parte dela.
4. Se aproxime o máximo possÃvel do objeto a ser fotografado.
5. Não pense.
6. Seja rápido.
7. Você não precisa saber antes o que fotografou.
8. Nem depois.
9. Não fotografe com os olhos.
10. Não se preocupe com as regras.
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Brad Pitt usou uma Fisheye#2 para fotografar seus fãs enlouquecidos no 64º Festival de Filmes de Veneza, há 4 anos.
As lentes da Lomo são capazes de dar efeitos diversos à s fotos, como o modelo com Fisheye, que imita um olho de peixe ao distorcer a imagem. Outra vantagem são os preços mais acessÃveis.
Na loja paulistana, as mais baratas — Actionsampler Chrome e Actionsampler Clear — sairão por 99 reais cada uma.

Actionsampler Chrome
Actionsampler Clear
Já a mais cara, a Horizon Perfekt, será vendida por 1.199 reais.
A Lomography também terá filmes à venda, desde o rolo simples (R$ 35 a caixa com três), até pelÃculas especiais que dão tons avermelhados, esverdeados ou violeta para as imagens (R$ 58 a caixa com três). Na loja, também será possÃvel fazer a revelação das fotos. No inÃcio, o processo será feito em parceria com um laboratório, mas até o ano que vem o estabelecimento promete um espaço para fazer as revelações por lá mesmo.
Esse recurso de unir os efeitos da câmera aos filmes especiais deu origem à Lomografia, movimento que inspirou o aplicativo para iPhone Instagram, febre entre os usuários do smartphone da Apple.
“Até quem está acostumado a usar a Lomo pode se surpreender com o resultado de uma imagemâ€, diz o fotógrafo profissional Jorge Sato, que se rendeu à máquina em 2006. Ele tem oito câmeras da marca e afirma que seu modelo favorito é a LC-A, que custa 699 reais e permite fazer uma espécie de colagem entre duas imagens, que se sobrepõem no resultado final.
Aqui estão os modelos de máquinas Lomo e seus efeitos:
Lomo LC-A
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Fisheye – tira fotos em 170° e a foto fica em uma moldura circular
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ActionSampler – tira 4 fotos sequenciais em uma
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SuperSampler – registra quatro imagens panorâmicas em sequência, em um único quadro 35mm
Estas logo abaixo são do modelo Diana – encontrada nas versões mini ou F+. Ela tira dois formatos de foto (quadrado ou meio quadro). Dá para tirar fotos no formato padrão ou tirar duas fotos em sobreposição.
Diana CMYK
Diana F+ Glow in the Dark
Diana F+
Diana F+ Chromiac
Olha que graça a versão mini:
“A Diana, por exemplo, é inspirada em uma câmera usada por Andy Warholâ€, diz Filipa Richter Bocchi, gerente geral da Lomography no Brasil. A empresa decidiu abrir um braço no paÃs depois de ver o sucesso da modalidade entre os brasileiros.
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Holga – Esse modelo produz, com seu flash colorido, fotos mais psicodélicas
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Sprocket Rocket (R$ 249,00): modelo pop vem em cores vibrantes como laranja, azul e verde
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A lomográfica Fisheye No.2 de Paul Smith é uma mistura sutil de duas coisas: a lente olho de inseto de 180 graus gera imagens distorcidas que são ainda mais artÃsticas que a sua câmera lomográfica padrão.
Para mim esta é a MAIS LINDA!
Diana Mr.Pink
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Diana Mini Gold
Os modelos que a Capricho montou neste banner:
Acho muito lindo o efeito vintage das fotos. Eu acho incrÃvel máquina digital, pela facilidade de ver tudo na hora, mas a ansiedade que a gente sentia quando mandava revelar o filme era o máximo!
Confesso que esta era uma maneira divertida de se fotografar e a Lomo faz a gente ter esta sensação boa novamente.
Ela é uma câmera leve, de baixo custo e muito boa, pois ela tem uma sensibilidade alta e mesmo sem flash, ela consegue fotografar o movimento com as devidas cores e nitidez. As lentes das máquinas Lomo são de plástico e produzem efeitos artÃsticos, com efeitos nostágicos, “imitando†sonhos, fazendo com que objetos comuns ganhem encanto, detalhes que em outras situações passariam despercebidos. Caracterizadas por misteriosas vinhetas, sobreposições, vazamentos, grãos lo-fi, borrões e um mágico equilÃbrio entre contraste e saturação.
A lomografia é um fenômeno fotográfico produzido por uma câmera analógica de alta sensibilidade, capaz de registrar cor e movimento sem necessidade de flash e sem deformação. O processo consiste na recepção contÃnua de luz que é feita através do sistema de exposição.
A mania é tão grande que a Lomography, fabricante das câmeras que capitaneiam o movimento, vendeu 500 mil produtos em 2010. Os modelos da marca rendem efeitos inesperados, como contrastes exagerados e cores saturadas.
A estética das câmeras analógicas inspirou também aplicativos de telefone que transformam imagens feitas com celular. O
Instagram, criado pelo brasileiro
Mike Krieger, é o exemplo mais bem-sucedido da nova onda. Segundo a revista
Época, 100 mil novos usuários aderem ao programa a cada semana.
Se você quiser saber mais sobre a câmera lomográfica, recomendo o site
http://www.lomography.com.br/, pois lá há fotos tiradas com cada tipo de câmera e filmes, também tem dicas e muitas outras milhares de coisas.
Veja as dicas para um começo sem tropeços pelo mundo analógico:
CHARLENE CABRAL, 29 anos, fotógrafa
1) Se fotografar sem flash, dispare apenas com bastante luz. Use, preferência, filmes ISO 400 para garantir que a foto saia e se veja algo. Deve-se ter em conta que a maioria das Lomos são câmeras simples, ou seja, melhor não exigir demais delas.
2) Usar filmes Chromo revelados como negativos gera bastantes efeitos de cor e saturação, o que normalmente impressiona quem não está acostumado a essa estética. É linda e eu recomendo.
PHILIPPE MACHADO, 33 anos, fotógrafo e gerente da loja-galeria Lomography, no Rio de Janeiro
http://www.lomography.com.br/homes/philippe_machado
3) No inÃcio, mande escanear o filme ao invés de pedir a impressão de todas as fotos. Assim você consegue ver o resultado, postar e escolher as que quiser em papel. Hoje em dia as pessoas estão muito caseiras, fazem fotos dentro de casa e à s vezes não sai nada. As câmeras gostam muito de luz e, para qualquer lugar fora do sol, indicamos o uso de flash.
LEONARDO UEHARA, 30 anos, designer e fotógrafo
http://leonardouehara.com
4) Acho que o essencial é se divertir. Eu tento manter a curiosidade viva e ser criterioso na hora de escolher o que é interessante. Ainda hoje, pouco mais de um ano depois de ter entrado em cheio na fotografia analógica, resgato duas ou três fotos de um rolo de 36, pois nem tudo o que sai da minha câmera vale a pena.
Lojas em São Paulo e no Rio de Janeiro:
Lomography Gallery Store
Endereço: Rua Augusta, 2481
Bairro: Jardim Paulista
São Paulo
Tel.: (011) 3062-8955
Lomography Gallery Store
Ipanema,
Rio de Janeiro
Já estou louca por uma!
bisou bisou,
Viviane
fonte:
http://fervodamoda.wordpress.com