Assunto polêmico. É certo ou errado comprar bolsa “falsa”?
Vários blogs perguntam: você compraria? Muita gente diz: “Imagina, eu nunca compraria uma bolsa falsa, MAS eu tenho minhas dúvidas…
Algumas bolsas consideradas objetos de desejo, as famosas ”It Bags”:
Birkin, da Hermès
O modelo
Birkin, um dos mais luxuosos do mundo tem uma história curiosa. Surgiu do encontro em um vôo entre Jean-Louis Dumas, da Hermès, com Jane Birkin. Ela reclamou que nenhuma bolsa da época, na década de 1980, atendia às suas necessidades. Foi quando a Hermès a convidou a desenvolver o modelo que leva o seu nome.

Kelly, da Hermès
A bolsa Kelly foi inspirada na Grace Kelly atriz norte-americana, vencedora do Oscar de Melhor Atriz e um Ãcone da moda. Após seu casamento com Rainier , princÃpe-soberano de Mônaco, ela ficou conhecida também como Princesa Grace de Mônaco.
Os modelos em matelassê com alças de corrente da Chanel:
*a Chanel 2.55 (bolsa antiga, com fecho Mademoiselle-retangular) que Coco Chanel criou, em 1929, para ser usada a tiracolo.
* a Classic Flap (fecho com dois Cs) e a Reissue (reprodução fiel da Chanel 2.55), além de outras de matelassê (Accordion, Surpiquem, Camera Case e Kelly e as versões Tote (bolsas maiores)
Neste
POST eu conto a história da Chanel 2.55.
A Motorcycle, da Balenciaga:
Existem muitos modelos na Balenciaga que foram desenvolvidos com detalhes da Motorcycle devido a enorme fama, e hoje a marca conta com 51 modelos.
É uma bolsa com estilo vintage, muito rock’n’roll.
Como o valor de cada uma é bem alto, surgem então os polêmicos modelos “inspired†que podem muitas vezes ser confundidos com versões falsificadas (fake).
Vamos esclarecer a diferença entre inpired e fake:
Inspired:
Inspired vem de inspirada e não tem pretensão de imitar a original, seu objetivo é tornar mais acessÃvel um produto que não pode ser consumido por grande parte das pessoas. Esse tema é bastante polêmico pois, tem quem defenda isso como falsificação e tivemos recentemente o caso da Birkin de moleton na loja 284, na qual a Hermès proibiu que a marca comercializasse sua versão inspired. Lojas como Pop Up Store, 284, entre outras, tem apostado muito nessas peças com versões Celine, Alexa, Birkin, etc.
Fake (falsa):
Fake: Uma bolsa falsificada é aquela que encontramos muitas vezes em camelôs e que, tem por objetivo, tentar ser idêntica a original. Muitas mulheres adquirem esse tipo de produto com convicção de que são falsas porém outras caem no conto do “Não acredito que encontrei um bolsa dessa por esse preço!”
Minha opinião:
Esses modelos são vendidos geralmente de acordo com a qualidade (melhor = réplica-mais fiel possÃvel a bolsa original/ pior = cópia-bem mal feita e só fica parecida com a “original” se você olhar quando passar correndo).
Muita gente critica este tipo de comércio e “feliz” (claro que é uma “felicidade” relativa e que passa logo) de quem pode comprar uma original. Eu acredito que muitas vezes este tipo de mercadoria é vendida a custa de trabalho escravo, entre outras considerações negativas (as pessoas que comercializam estes produtos não pagam impostos = sonegação de impostos), mas penso nas pessoas que desejam ter uma bolsa de grife e nunca vão comprar, seja porque não podem, ou porque têm outras prioridades.
É óbvio que é muito melhor ter uma verdadeira, mas e se a pessoa quer desfilar com uma cópia por aÃ, e “sonha” com isso?
Muitas pessoas criticam a venda das “réplicas”, mas há também as garotas que acreditam que isso seria o mesmo que “forçar a barra”, usando uma bolsa fake para tentar fazer parte de um grupo ao qual não pertencem (como bem falou a Isabella ao deixar seu recado neste post).
É óbvio que uma bolsa tem valores altÃssimos por muitos motivos, além da tradição da marca (muitas vezes centenária), dos materiais de alta qualidade, da mão de obra qualificada, há o valor do profissional que desenvolveu o modelo (ele também deve ser honrado por seus direitos de criação).
Tem gente que pensa: Compra quem pode, quem não pode “chupa o dedo”. Estilo: “cada um no seu quadrado” sabe?
Não estou julgando ninguém, apenas estou tentando olhar os dois lados, e é difÃcil chegar a uma conclusão.
Se resolver comprar uma réplica, certifique-se antes de comprar se o modelo existe mesmo, exatamente do jeito que eles “quelem vender pla você”. Sempre afirmam: “é igualzinha a olisinal” É sim, vai nessa.
Sem falar que as famosas “réplicas” também não são lá baratinhas. Estive olhando neste final de semana, e os preços variam de R$ 800,00 a R$ 1.500,00.
Não estou incentivando a “piratariaâ€, que inclusive é crime.
A pirataria é o crime do século 21, bradam especialistas. Nunca foram produzidos, importados e consumidos tantos “fakes†no mundo. Replicar, copiar e plagiar são atos corriqueiros e aceitáveis, apesar de ilegais. O britânico Marcus Boon, que acaba de lançar o livro In Praise of Copying, garante que o ato de copiar obras, métodos ou qualquer criação sempre existiu na história da humanidade. Mas confirma: “A geração 2.0 potencializou o ato de replicarâ€, referindo-se desde a reprodução de obras literárias, passando pelas searas musical e cinematográfica e, sim, pela falsidade preferida dele, enquanto estudioso do fenômeno: a das réplicas de grife.
“A falsificação é uma atividade lucrativa, que movimenta quase o mesmo que o tráfico de drogasâ€, atesta Luiz Cláudio Gare, consultor do Grupo de Proteção à Marca (BPG).
É, talvez seja melhor comprar um modelo ”inspired” que foi desenvolvida através de outro modelo original, sem etiqueta dizendo que esta peça é de X grife ou comprar um modelo bonito, de couro de alguma grife nacional, que aliás estão cada dia melhores!
É certo que pagamos taxas e tributações abusivas, mas, como cidadãos, não devemos incentivar a informalidade em detrimento da legalidade. Mas, cada cabeça, uma sentença.
Como identificar uma bolsa falsa*:
Material: As bolsas de grife são feitas com a melhor matéria-prima. Geralmente seu couro é macio e tem a mesma coloração em toda a peça.
Detalhes: Costuras com fios soltos, falhas e adornos de má qualidade são sinais de falsificação. As bolsas de grife passam por um rÃgido controle de qualidade e não saem da fábrica com defeito.
P.S: Muita gente comenta que compra a original e também tem problemas com elas e para mandar arrumar é outra “facada”.
Logomarca: Confira de perto se a marca e a tipologia estão corretas. Apesar de algumas cópias beirarem a perfeição, há casos em que o logo entrega a armadilha. Na maioria das vezes, a logo é gravada em zÃperes e fechos.
Procedência: Se a oferta é pela internet, procure saber quem está vendendo a bolsa – é bom verificar se a pessoa está vendendo outras do mesmo modelo.
Muita gente me pergunta se existe Louis Vuitton em Outlets. Não existe. As bolsas, carteiras, cintos, sapatos ou qualquer outro artigo LV que não estiverem de acordo com o alto padrão de qualidade são destruÃdas.
Na hora de comprar sua LV, lembre-se de certificar:
* Sacola,
* Caixa,
* Saco, como protetor em tecido
A marca sempre mantem seu estilo classudo!
A Louis Vuitton não pendura etiquetas nas alças e nem coloca plásticos nas bolsas. Os artigos são armazenados em gavetões nas estantes e balcões das lojas ou então no próprio estoque.
Eu não sei o motivo, mas a Louis Vuitton está com preços bem mais acessÃves que antigamente e muitas vezes vale a pena guardar um dindim e comprar uma bolsa original, clássica e linda. No Brasil a bolsa é bem mais cara que lá fora (novidade!) mas dá para dividir no cartão. Lá fora é preciso pagar a vista.
Aproveitando o post, li uma matéria da VEJA, “Pague um, leve dois, três, quatro…” edição 7 de março de 2012, que explica o motivo dos nossos preços aqui no Brasil serem estupidamente maiores que os de outros paÃses.
Vale muito a pena ler a matéria.
Concordo muito com esta afirmativa:
Os governos do Brasil, em todos os nÃveis, precisam urgentemente aprender a viver com menos impostos, aliviando as atividades produtivas.
Meninas, fiquem a vontade para dar a opinião de vocês neste post! E sejam sinceras vai!rs
bisou bisou,
Viviane
* Fonte: Site britânico Female First
Imagens: Reprodução
http://ideiadadica.blogspot.com
http://siterg.ig.com.br/news/2011/12/01/pirataria-um-negocio-da-china/
“Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.“ (Rm 13.7)