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Sugestões de presentes para cinéfilos – Natal 2012

Coleção Tim Burton (7 DVDs) - R$ 85,30

Box DVD O Poderoso Chefão + Árvore Genealógica (4 DVDs) - R$ 89,90

DVD BBC – Coleção Charles Dickens – (10 DVD’s) - R$ 129,90

DVD – Coleção William Shakespeare - R$121,41

Coleção Sissi – Edição Definitiva (5 DVDs) - R$ 111,06 

Coleção Jane Austen (7 DVDs) – Jane AustenR$ 159,90

Coleção Almodovar (4 DVDs) - R$ 44,91

Coleção Woody Allen – (20 DVDs) - R$ 116,91

Realmente é bem difícil encontrar um presente que agrade a pessoa em cheio e não custe tão caro para o nosso bolso. Se a pessoa em questão tiver vários interesses na vida, fica mais fácil agradá-lo. E se um dos interesses for cinema, então fica a dica acima. As coleções estão com ótimos preços. Tenho certeza que você vai acertar em cheio. Fiz uma pesquisa rápida e coloquei os melhores preços. Para ir direto ao site de compras, basta clicar em cima dos preços.

bisou bisou,

Viviane



Ouça a música completa do tema de ‘OO7′: “Skyfall” por Adele, com letra e tradução

Eu coloquei aqui no blog os primeiros 90 segundos do tema do novo filme de James Bond, mas a partir de hoje o clipe está disponível na íntegra dos seus 4 minutos e 50 segundos de duração.

A cantora inglesa Adele apresentou nesta sexta-feira (5) o tema oficial de “007 – Operação Skyfall”, o próximo filme da saga de James Bond a ser lançado nos cinemas.

O dia de divulgação da música coincide com o 50º aniversário da estreia de “007 Contra o Satânico Dr. No”, a primeira produção da franquia.


O clipe mantém a estética dos filmes de Bond e tem início com o rosto da intérprete inglesa Adele, com uma melodia lenta ao piano e a letra impressa sobre um fundo de diferentes cores.

Adele começa cantando “This is the end, hold your breath and count to ten” (“Este é o fim, prenda sua respiração e conte até dez”), enquanto a intensidade da música aumenta progressivamente, à medida que se somam novos instrumentos e um coro feminino.

O vídeo, que não inclui nenhuma cena do novo filme, chega ao fim com os versos “Let the Skyfall” (“Deixe o céu cair”).

A 23ª produção da saga será lançada no próximo dia 26 e terá novamente o ator inglês Daniel Craig no papel de James Bond.

Agora estou ansiosa para assistir ao filme!

bisou bisou,

Viviane



Ouça a canção de Adele,”Skyfall”, para o novo filme de James Bond

A canção “Skyfall”, tema principal do novo filme de James Bond e que é interpretada pela cantora britânica Adele, foi divulgada nesta quarta-feira (3), na internet, adiantando a apresentação oficial, marcada para sexta-feira (5).

Um clipe da música, de aproximadamente um minuto e meio, pode ser visto no YouTube. O tema é um registro mais suave da cantora, uma balada romântica diferente de “Rolling in the deep”, música que impulsionou Adele à fama. “Escute meu coração machucado de novo“, canta Adele em uma melodia calma, com a qual pretende apresentar todo o “drama e mistério” que envolve o espião 007, vivido por Daniel Craig pela terceira vez, em “Operação Skyfall”, segundo informa o jornal “The Guardian”.

Os coros e a melodia de “Skyfall” de Adele seguem a mesma linha dos temas que tradicionalmente acompanharam as aventuras do popular espião. A música, cuja apresentação oficial está prevista para a madrugada de sexta-feira, foi composta pela cantora britânica, de 24 anos, e por Paul Epworth, que produziu e também escreveu “Rolling in the deep”, o maior sucesso de Adele.

A cantora britânica segue os passos de Jack White e Alicia Keys, que se encarregaram do tema principal de “A Quantum of Solace”, e Chris Cornell, que cantou na primeira aparição de Daniel Craig como 007, em “Cassino Royale”.

Entre as grandes figuras da música que participaram dos filmes de James Bond estão Tom Jones, Shirley Bassey e Duran Duran. Adele é uma das cantoras de maior êxito atualmente e vendeu 22 milhões de cópias de seu álbum “21″.

 
Me apaixonei pela música!
bisou bisou,
Viviane



Orly “Dark Shadows” Nail Color Collection e NYX “Dark Shadows” Inspired Makeup Palette

Tim Burton e Johnny Depp se uniram novamente para um filme divertido e peculiar com base na série de TV de 1960 “Sombras escuras”.

Imagem que circulou na imprensa na década de 1960, época em que a produção original foi exibida.

Confira os produtos Dark Shadows, com certeza os produtos farão a gente se sentir como um membro da família Collins!
Se eu estivesse enterrada há dois séculos, o primeiro lugar que eu gostaria de ir ao sair do túmulo é ao salão de beleza!rs
A Orly preparou uma coleção nova de esmaltes, que enfatiza alguns dos temas principais da comédia de humor negro.
São quatro cores, com nomes relacionados aos grandes temas da comédia de humor negro:

Grave Mistake – vermelho macabro
Buried Alive – castanho acobreado
Mysterious Curse – roxo
Decades of Dysfunction – rosa cremoso

A NYX Cosmetics criou um exclusivo “Crimson Amulet”, uma paleta inspirada no filme.

 

Confira no site da marca: www.nyxcosmetics.com
Sinopse do filme:

No ano de 1752, Josué e Naomi Collins, junto com o filho Barnabas, deixaram Liverpool, na Inglaterra, para começar uma nova vida na América. No entanto, atravessar um oceano não foi suficiente para fazê-los escapar da misteriosa maldição que atormenta a família. Duas décadas se passam e Barnabas (na versão jovem interpretado por Thomas Mcdonell) torna-se um playboy inveterado, muito rico e poderoso. O jovem parece ter praticamente o mundo aos seus pés, ou pelo menos a cidade de Collinsport, no Maine, onde vive, até que comete um erro ao seduzir Angelique Bouchard (Eva Green) e ferir seu coração. Sendo a moça uma bruxa poderosa, ela decide vingar-se de Barnabas e condena-o a um destino pior que a própria morte: transforma o rapaz em um vampiro e o enterra vivo.

No filme, ambientando em 1972, já adulto Barnabas (Johnny Depp) é libertado de seu túmulo, surgindo em um mundo muito diferente do que conheceu. Ele retorna a sua cidade para retomar suas propriedades, mas só encontra ruínas. Neste cenário, ele também encontra os remanescentes de sua família, cada um guardando seus próprios segredos obscuros. A matriarca, Elizabeth Collins Stoddard (Michelle Pfeiffer), contratou uma psiquiatra, Dra. Julia Hoffman (Helena Bonham Carter) para ajudar Barnaba a tratar o seu vício em sangue humano.

Na mesma mansão, também vivem Roger Collins (Jonny Lee Miller), irmão de Elizabeth, e seus filhos, a adolescente rebelde Carolyn Stoddard (Chloe Moretz), filha de Elizabet, e o novato Gulliver McGrath vive David, filho de Roger.O mistério se estende para além da família, atingindo também o zelador Willie Loomis (Jackie Earle Haley) e a nova babá de David, Victoria Winters (Bella Heathcote).

Seth Grahame Smith (autor do livro Abraham Lincoln: Vampire Hunter e da série The Hard Times of R.J. Berger) revisou o roteiro original, escrito por John August (Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas).

Já estou curiosa para assistir ao novo filme em que Johnny Depp deixa aflorar o seu lado lúdico, maluco e muito exótico. Os filhos dele devem achar o pai um herói por fazer tantos papéis envolvendo fábulas e histórias incríveis. Esta é a oitava produção de Burton em que Johnny Depp participa.

Deve chegar aos cinemas brasileiros no dia 22 de junho.

bisou bisou,

Viviane



Anne Hathaway canta no 1º trailer de “Les Miserables” com Hugh Jackman

Les Misérables (Os Miseráveis) é uma das principais obras escritas pelo escritor francês Victor Hugo, publicada em 3 de abril de 1862 e está entre as obras mais famosas do século XIX.

A história passa-se na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832. Concentra-se principalmente nas lutas do protagonistas – ex-condenado Jean Valjean que procura a sua redenção, o romance aproveita também as consequências das ações deste para criticar a sociedade. Examina a natureza do bem, mal e da lei, numa história arrasadora que expõe a história da França, arquitetura de Paris, política, moral filosófica, lei, justiça, religião e os tipos e natureza de amor romântico e familiar. Hugo foi inspirado pela vida real do criminoso/polícia François Eugène Vidocq, e dividiu as suas personalidades pelas duas personagens principais do seu romance. Les Misérables é conhecido por muitos através das numerosas produções teatrais e adaptações para o cinema e Tv – in wikipedia / traduzido e adaptado por Lumi-chan

O meu primeiro contato com a história foi através de um livro que ganhei de uma tia e tenho até hoje. Em seguida pude assistir a uma produção cinematográfica em 1998 com os extraordinários atores Liam Neeson, Geoffrey Rush, Uma Thurman, and Claire Danes. Em seguida tive a alegria de assistir ao musical no Brasil e foi fenomenal. Músicas lindas, com intérpretes perfeitos que, na minha opinião, é um dos melhores musicais que o nosso país já produziu. Sou fã de musicais e fui a quase todas as produções que tivemos em nosso país.

É uma poderosa história que narra uma história feita de arrependimento, perdão, bondade e uma incessante procura pela verdade.

Fiquei emocionada ao ver a atriz Anne Hathaway cantar, durante o primeiro trailer de “Les Miserables”, a clássica canção “I Dreamed A Dream”! Foi por causa desse filme, aliás, que Hathaway “raspou” o cabelo. Cada dia que passa mais eu me encanto com a profissão de atriz e ator. A oportunidade que esses atores têm de viver personagens memoráveis é algo extraordinário. É um privilégio de dar inveja.

No elenco do filme estão Hugh Jackman, Anne Hathaway, Amanda Seyfried, Russel Crowe, entre outros.

O filme é dirigido por Tom Hooper, o mesmo de “O Discurso do Rei”.

O longa estreia em dezembro nos EUA e em março do próximo ano no Brasil.

Release Date: December 14, 2012

Studio: Universal Pictures
Director: Tom Hooper
Screenwriter: William Nicholson
Genre: Drama / Musical
MPAA Rating: Not Yet Rated
Cast: Russell Crowe, Liam Neeson, Amanda Seyfried, Anne Hathaway, Hugh Jackman, Helena Bonham Carter, Sacha Baron Cohen, Eddie Redmayne

Imperdível!!!

bisou bisou,

Viviane



Esmaltes Deborah Lippmann Snow White and the Huntsman e mais de 200 peças à venda na HSN

Olá meninas, bom dia!

Já fiz comentei neste post que a Benefit preparou um kit de amke up, uma edição limitada batizada de Rare Beauty, com produtos que ajudam a recriar o look básico, da protagonista Kristen Stewart, e o poderoso, da bruxa Charlize Theron.

Estou ansiosa para assistir ao filme que traz, além do retrato deliciosamente perverso de Charlize Theron como a Rainha do Mal, Ravenna, o colírio Chris Hemsworth. E para os fãs de Crepúsculo, Kristen Stewart. E como acontece com todos os grandes filmes, há o lançamento de vários produtos e coleções baseadas em Snow White and the Huntsman . Esqueça o padrão e clichê como T-shirts e canecas de café. Esta coleção, inspirada no filme, apresenta peças elegantes, como o “fruto proibido” , brincos, braceletes, maquiagem, velas, esmaltes e muito mais. É uma megacoleção de 200 peças, incluindo criações de moda, como acessórios e roupas. Mas só um detalhe: os itens serão vendidos por apenas 24 horas, no dia 30 de maio, um dia antes da estreia do longa loja virtual HSN.

Deborah Lippmann: Snow White and the Huntsman

O conjunto representa o bem contra o mal, e contém dois tons: “Kiss” and “Dark Side of the Moon.”

bisou bisou,

Viviane



Kristen Stewart e Charlize Theron em première do filme Branca de Neve e o Caçador

Já saíram em muitos sites e blogs os vestidos de Kristen Stewart e Charlize Theron , que ousaram em looks transparentes na première do filme Branca de Neve e o Caçador, em Londres.

Kristen Stewart usava um vestido da coleção de outono 2012 na grife Marchesa e Charlize Theron, que interpreta a madrasta de Branca de Neve, optou por um vestido com assinatura Christian Dior Couture.

Só coloquei os vestidos para vocês verem como nem sempre o que cai bem na passarela, fica bom na vida real (mesmo que a “vida real” seja de duas atrizes de Holywood) . Não gostei de nenhum do dois vestidos.

Os vestidos Marchesa são absolutamente maravilhosos, mas esse em especial eu não gostei. Embora Kristen Stewart seja muito bonita, o look não me agradou.

Para mim, Charlize tem um dos rostos mais lindos do cinema, mas esse modelo de vestido também não a beneficiou.

Essa foto foi tirada na divulgação do longa Branca de Neve e o Caçador, na Casa de América em Madrid, na Espanha, nesta quinta-feira, dia 17. As duas fotografaram juntas em frente a um cenário preparado especialmente para elas, com vestidinhos mais básicos.

Sinopse do filme Branca de Neve e o Caçador

O caçador Eric (Chris Hemsworth) foi contratado pela Rainha Má (Charlize Theron) para encontrar a Branca de Neve (Kristen Stewart), que escapou de seu castelo. Contudo, quando ele descobre que o objetivo de sua patroa não é só recapturar, mas também assassinar a jovem, ele passa a ajudá-la em sua fuga, dando início a uma perigosa aventura.

Dirigido por Rupert Sanders, o filme é uma versão diferente da clássica história da Branca de Neve, dos irmãos Grimm, fugindo um pouco da trama clássica. Aqui, o caçador não está apaixonado pela heroína, mas sim é um homem honrado que passará a defendê-la da malvada rainha. O elenco conta ainda com Ian McShane, Eddie Izzard, Bob Hoskins, Toby Jones, Eddie Marsan, Ray Winstone e Nick Frost, que dão vida aos conhecidos sete anões.

Dia 1º de junho estréia nos cinemas!!! Oba!!!

bisou bisou,

Viviane



Figurino da jovem Carrie em The Carrie Diaries

Estou super curiosa para ver a atuação de ANNA SOPHIA ROBB como a jovem e fashion Carrie Bradshaw no seriado The Carrie Diaries.
O figurino é do início dos anos 80, com vestidos estampados, brilho, cardigãs com cores fortes e animal print. Além de acessórios divertidos e super coloridos.

Sarah Jessica Parker se expressou, através de uma carta, dando seu apoio à Anna Sophia Robb, que tem 18 anos e está interpretando a jovem Carrie na produção.

Ela me escreveu uma carta, me dando muito apoio e coragem. Foi muito legal!“, contou AnnaSophia à revista americana Us Weekly. Ela ainda explicou que não se preocupa com as comparações. “Sei que todo mundo vai nos comparar com Sex and the City, mas não seremos o que a série foi. A proposta é voltada para a minha geração.”

Anna Sophia Robb já viveu Violet em “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, de Tim Burton, e protagonizou recentemente “Soul Surfer – Coragem de Viver”.

“The Carrie Diaries” é baseado em romance da escritora Candace Bushnell e mostra Carrie nos anos 1980 vivendo suas primeiras experiências no amor, sexo, e amizade, enquanto cursa o colégio em Manhattan. O programa é produzido pelo canal norte-americano CW e começou a ser rodado recentemente.

bisou bisou,

Viviane



Meia-noite em Nova York – Arnaldo Jabor

Meia-noite em Nova York
ARNALDO JABOR

Vi, emocionado, o filme de Woody Allen Meia Noite em Paris. Ali estavam meus mitos artísticos, vivendo o momento da arte do século 20, quando os criadores eram respeitados, depois do horror da Grande Guerra. Quando Cole Porter canta Let”s Do It – chorei. A arte prometia um tempo novo, antes de ser transformada num gueto da indústria do entretenimento. Queria fazer a mesma viagem no tempo, como Woody, e me lembrei que tive situações semelhantes em minha pobre vida.

Estive uma vez sentado no hall do velho Hotel Algonquin, em Nova York, onde outrora retumbaram hinos e onde se reuniam os gênios das décadas de 20 e 30 no famoso Oak Room. Esse hotel era o point dos donos da ironia, patente importante da intelectualidade americana. Ali sentado, eu ouvia os risos de Dorothy Parker e pensava no grande Edmund Wilson, com seus cinco martínis enfileirados, tomando um depois do outro, até cair no tapete persa. Para onde foi o charme dos artistas e intelectuais? Onde estará a frase mordente do Alex Olcott de hoje, onde andará o neo-Harold Ross, fundador da New Yorker, onde se esconde o George S. Kaufman e até o genial Harpo Marx com seu sorriso de anjo sem-vergonha? Adorava aquele hotel onde ficava, na esperança de que os fantasmas dos anos 30 me segredassem soluções no ouvido. Bons tempos, quando os artistas eram olhados como messias chiques em Paris e Manhattan, cheios de veneno e esperança, línguas afiadas, muito olhados com humildade bovina pelos idiotas que ficavam calados, de boca aberta, de onde pingava a baba da admiração. Hoje, com a liberalização da cretinice, se metem em tudo. Sobrou ao artista uma atitude masoquista, se mutilando, se flagelando, querendo recuperar o tempo em que Gertrude Stein era tão temida quanto hoje se teme um dono de corretora.

Em cima da mesinha, havia um número do The Atlantic Monthly, que abri e caí no meio de um artigo que parecia uma resposta aos meus devaneios. “Onde estão os artistas?”, perguntava o ensaísta Brad Holland, lembrando que muitos criadores dos anos 20 aderiram ao “futurismo” que pregava “a substituição da lenta tradição do século 19 por um mundo veloz e moderno de máquinas, violências de marketing e relações públicas”. E sacaneava os meus fantasmas, dizendo que “é preciso ter cuidado com os intelectuais. Às vezes eles conseguem o que querem”. O tom do artigo de Holland pertencia à moda de fazer graça de tudo que ainda denotasse esperança de mudar o mundo. Meus queridos fantasmas da mesa do Oak Room pareciam irritados com Brad – ficaram mais tênues. Holland implicava com eles, criticando o dadaísmo e o surrealismo: “Hoje é impossível distinguir estes movimentos estéticos da vida cotidiana“. Meus fantasmas se mexiam indignados enquanto eu tomava meu uísque clássico. E pensava que nos anos 20, se imaginaram os traços do mundo de hoje. Quem previu melhor o que nos assola do que os escritores da época, como Kafka ou Thomas Mann?
Talvez a arte hoje não passe de uma efêmera produção de objetos parciais, passageiros e descartáveis. A morte da “aura” da arte (que Benjamim transformou numa “meta-aura” reproduzida) talvez seja mais difícil de aceitar do que pensávamos. Hoje, a aura passou para o próprio artista, que se vê como um profeta abandonado, mas ansiando por liberdade e beleza, mesmo se ele expõe na Leo Castelli os seus próprios excrementos, para delícia das grã-finas. Mas, há em Holland umas frases fantásticas: “Antigamente, o artista de vanguarda chocava a classe média. Hoje a classe média é que choca o artista de vanguarda“. Ou o que Picasso poderia ter dito: “Estamos tentando romper com as normas“, que hoje é slogan do McDonald”s.
Eu também tive contato com gênios do passado, contato real, tocando com a mão. Já tomei um porre com Buñuel. Juro. Foi em 1967, em Veneza, quando Buñuel estava lá com A Bela da Tarde. Ele estava surdo e puto da vida com os críticos franceses: “Estes críticos franceses son todos unos cabrones de mierda. Dicem que mis películas mejicanas son mejores que las actuales en color… Cabrones!”
Nesse mesmo festival jantei com o Fritz Lang e fui azarado pelo Luchino Visconti – é verdade!
Fritz Lang estava num grande “bode”, coitado. Cego de um olho, angustiado com sua idade (mais de 80 anos), rejeitado pelo sistema de Hollywood e só feliz porque Godard o chamara para Le Mepris. Eu olhava aquele homem amargo e pensava em Brigitte Helm do Metropolis, dançando com sua carapuça de prata e entendi que nada, nem a beleza, nem a genialidade nos livra do tempo.
Depois, na minha viagem, ousei contestar o Luchino Visconti, marxista aristocrata que estava namorando na época o Pierre Clementi, vestido num terninho “mao” de seda branca. Em sua entrevista, me ergui e critiquei seu filme O Estrangeiro, baseado no Camus, também em competição. Ele riu e me sacaneou: “Só te respondo pessoalmente...” Glauber rolava de rir: “Ele quer te comer…”

Volto ao presente e me pergunto: O que mudou?

Os artistas sonhadores dos anos 20/30 foram substituídos pelos desesperados “contemporâneos” e os cineastas tratados feito cachorros pelos produtores. Ou então, fingindo uma profundidade que as formigas atravessam com água pelos joelhos, como dizia o Nelson Rodrigues. Assim como o “cinemão” manipula os espectadores com porradas e transformers, os “artistas” moram num gueto permitido, fabricando o que chamo de “metafísica comercial”, como esses dois abacaxis inacreditáveis recentes:

A Árvore da Vida e Melancolia – que posam de “profundos” e que ninguém ousa contestar. Hollywood criou um galinheirinho para “arte permitida”. O filme do Malick é constrangedor – americano querendo ser filosófico. O Melancolia é a diluição esquemática e superficial de O Sacrifício, de Tarkovski, esse sim, um gênio que os middle-brows não entendem.

O melhor filme que está passando é o Super Oito do J.J. Abrams, que restaura a magia do cinema dos anos 70.

Tudo isso eu pensei naquela meia-noite em NY, enquanto ouvia as risadas do Alex Olcott e via o fantasma tênue do Ed Wilson caindo de porre, comendo a última cereja do quinto dry Martini.
Texto publicado no jornal O Estado de S.Paulo – 30/08/11
Assim como Jabor, eu também me emocionei ao assitir Meia Noite em Paris e seria incrível ter uma experiência como aquela, uma viagem no tempo, rumo a Paris dos anos 20, onde se cruzaram alguns dos maiores gênios da arte e da literatura do século XX.
Sou louca por Paris e só de saber que o filme traria imagens dessa cidade mágica, eu já estava amando
a idéia, mesmo antes de assisti-lo.
É um filme rico em referências literárias: T.S. Elliot, Scott Fitzgerald , Hemingway e artísticas :P icasso, Gaughin, Dalí, Miró, Matisse, Toulouse-Lautrec, Gertrude Stein.
Vale a pena assistir a esta história cheia de magia e arte.
Para mim este Ã© um dos melhores filmes do Woody Allen, junto com Match Point.
A primeira “capa” do filme é infinitamente mais linda do que a segunda, que aliás, nem combina com o filme.
bisou bisou,
Viviane



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