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Um Violinista no Telhado

O título desta produção musical de Charles Möeller e Claudio Botelho, “Um Violinista no Telhado”, é também a expressão que melhor define a vida de seu protagonista. Pai de três filhas, o rústico Tevye é o leiteiro de um vilarejo judeu encravado na Rússia Czarista. Sempre em conflito para sobreviver e honrar as tradições religiosas, ele enfrenta problemas tanto dentro – as filhas se rebelam contra os casamentos arranjados – quanto fora de casa, em uma época que ataques russos (os chamados pogroms) expulsariam milhões de judeus da região. Baseado nos tradicionais contos judaicos de Sholom Aleichem, “Um Violinista no Telhado” estreou na Broadway em 1964, com música de Jerry Bock e Sheldon Harnick e uma celebrada coreografia de Jerome Robbins. Tornou-se imediatamente um clássico, sendo o primeiro musical da história do teatro americano a ficar em cartaz por mais de sete anos. Quase meio século depois, o musical ganhou nova versão brasileira, em cartaz desde de 8 de março, no Teatro Alfa, depois de uma bem-sucedida temporada carioca.


Fruto de uma parceria entre a Aventura Entretenimento e a Conteúdo Teatral, a superprodução reúne elenco de 43 atores liderado por José Mayer, que fez sua estreia no teatro musical. Embalados pelo recente sucesso de “Hair” e “Gypsy” em 2010, Möeller, Botelho e a Aventura aforam convidados pela produtora paulista Conteúdo Teatral para apostar neste clássico do teatro musical americano. O projeto já é avaliado como a maior produção realizada pelo grupo. Além do numeroso elenco, o espetáculo reúne 17 músicos regidos pelo maestro Marcelo Castro, cerca de 160 figurinos assinados por Marcelo Pies – que acaba de ganhar o Prêmio Shell por “Hair” –, nove trocas de cenário, a cargo de Rogério Falcão, e a recriação coreográfica original de Jerome Robbins, feita por Janice Botelho. A grandiosidade é apenas um dos desafios encontrados ao se montar este que é considerado o “Rei Lear” dos musicais.


Além da complexidade de produção, a célebre peça de Shakespeare também encontra paralelos no enredo de “Um Violinista no Telhado”. Assim como Lear, Tevye (José Mayer) entra em conflito com três filhas, Tzeitel (Rachel Rennhack), Hodel (Malu Rodrigues/Karina Mathias) e Chava (Julia Fajardo), que desafiam a tradição judaica, ao rejeitar os casamentos arranjados e adotar comportamentos que desviam do estabelecido. Ao lado da esposa Golda, vivida por Soraya Ravenle, ele tenta dar conta dos conflitos familiares enquanto enfrenta a hostilidade de grupos russos orientados pelas diretrizes anti-semitas do Czar.

A veteraníssima de musicais Soraya Ravenle também se preparou para uma estreia: “Um Violinista no Telhado” é seu primeiro musical internacional. Estrela de sucessos brasileiros como “Ópera do Malandro” (2003), “Sassaricando” (2007), “Dolores” (1999) e “South American Way” (2001), ela realiza seu primeiro trabalho interpretando versões em português para os grandes momentos cantados de seu personagem, “Do you Love Me?” e “Sunrise, Sunset”.

Paz, amor e tradição

Tevye e Golda, vivem em Anatevka, uma fictícia aldeia judaica no interior da Rússia no início do século passado. Em seu entorno, habitam moradores típicos, como o rabino (Silvio Boraks), a casamenteira (Ada Chaseliov), o açougueiro (Sylvio Zilber), o mendigo (Léo Wainer) e o forasteiro (Nicola Lama), que chega para modificar alguns costumes seculares destes personagens. Entre rezas e festas tradicionais, celebrações de shabat e de casamentos, a trama de “Um Violinista no Telhado” se desenrola e serve de vitrine para os costumes judaicos. “É muito interessante abordar o universo dos judeus bem antes do nazismo, quando já era um povo expatriado. O que os mantém juntos é a tradição. Eles poderiam ter desaparecido, mas não aconteceu por causa, fundamentalmente, de um amor maior à família, à tradição e aos rituais. É muito bonito falar disso depois de um espetáculo que é um ritual, como o “Hair”, analisa Charles Möeller. Assim como em todos os últimos espetáculos de Möeller e Botelho, o elenco foi escolhido por testes, em concorridas audições cuja variedade de papeis – e inscritos – chamava a atenção. “É com certeza o nosso maior e mais variado elenco. Ele vai, literalmente dos 8 aos 80 anos”, conta Möeller.

Dando vida a Anatevka

A aparente harmonia em que vive todo o povo de Anatevka oculta um cenário externo nada amistoso. Era a época dos conhecidos Pogroms, ataques em massa com clara finalidade de expulsão de judeus do território russo. “Não procurei tratar os russos como vilões, nem como mocinhos, não queria idealizar nada. O fato é que existia uma polícia secreta russa, que insuflava os ataques. O pogrom era incitado pela polícia, mas não era feito por ela. O povo judeu era uma espécie de bode expiatório para a população miserável não olhar para a riqueza do Czar”, analisa Möeller. Anatevka funciona como um arquétipo de todas as pequenas aldeias judaicas da Europa Central no início do século passado. Para representá-la, o cenógrafo Rogério Falcão (“A Noviça Rebelde”, “O Despertar da Primavera”, “Hair”) criou uma estrutura básica, em tom de madeira, com as casas da aldeia nas laterais, que saem de cena quando a ação se transfere para o interior. “Como o elenco é muito numeroso, tivemos a preocupação em deixar um bom espaço livre para a circulação dos atores e para as coreografias”, conta Rogério. Assim como ele, o figurinista Marcelo Pies precisou aumentar sua equipe para confeccionar os 160 figurinos de época, ricos em detalhes e com um elaborado trabalho de envelhecimento.

Quando as cortinas se abrem e Tevye (José Mayer) entra em cena, um rapazinho no telhado de uma casa simples no povoado fictício Anatevka, na Rússia czarista, toca lindamente seu violino. “Parece loucura, não é? Mas no nosso lugarejo é assim. Cada um de nós é um violinista no telhado. Ficamos aqui, porque Anatevka é a nossa terra natal” , diz o pobre leiteiro, membro de uma comunidade judaica, apresentando, na verdade, uma metáfora para explicar justamente o fundamento da existência de sua comunidade. “Nós sempre estamos com a cabeça coberta. Sabe por quê? Eu não tenho ideia. Mas vocês podem se perguntar também como fazemos para manter o equilíbrio em cima do telhado, e eu respondo. O que traz equilíbrio à nossa mente pode ser resumido numa palavra: tradição.”

http://www.umviolinistanotelhado.com.br/

Me perguntaram o motivo do nome da peça e da presença de um garotinho que toca violino no alto de um telhado e que aparentemente não tem nada a ver com a história. De fato ele é um símbolo do ser humano que tenta, o tempo todo, se equilibrar precariamente na vida.

O elenco é harmonioso e para mim foi uma surpresa ver José Mayer cantando, e com uma voz linda, e foi perfeito ao dar vida a Tevye, um personagem de grande densidade dramática, alternando momentos de ironia, raiva, dúvida, reflexão, tristeza e alegria com muito carisma e competência, de modo a prender a atenção do público e emocioná-lo. Além disso, mostrou que a dedicação às aulas de canto nos três anos que antecederam a sua estreia em musicais deram excelentes resultados. O seu potencial vocal aliado a sua competência dramática é que fazem brilhar as suas apresentações.

É um texto que aborda perseguição religiosa e política, denuncia problemas, contesta a tradição e os costumes (porque, muitas vezes, impede a evolução das mulheres) ao mesmo tempo em que o abraça ( já que a tradição mantém o povo unido), que tem romance e realidade. Mostra personagens com valores rígidos, mas que passam a valorizar sua individualidade e seus desejos, que os encorajam a abandonar os dogmas vazios de significados e os impedem de ter uma vida mais justa. Traz uma mensagem de amor, tolerância e aceitação ao descobrir que as pessoas são capazes de completar umas às outras em meio a um mundo constantemente cheio de conflitos.

“Um Violinista no Telhado”, embora seja considerada uma obra-prima e esteja entre os cinco melhores shows da “musical comedy”, não está na minha lista de preferidos, embora as canções sejam de altíssima qualidade e estejam perfeitamente inseridas na trama, os diálogos sejam inteligentes, e às vezes divertidos.

O que “mata” nos musicais são os preços altos. Para sentar próximo ao palco é necessário desembolsar 200,00 reais por pessoa (tem 20% de desconto se comprado com os cartões Bradesco)! Eu AMO teatro e considero um privilégio assistir a uma peça ou a um musical. Mas gostaria que as pessoas, de um modo geral, pudessem ir. Mas com esses valores, o privilégio fica destinado a uma parcela bem pequena da população. Uma pena.

Um Violinista no Telhado

Teatro Alfa

Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, São Paulo,

fone: (11) 5693-4000

Quanto: de R$ 40,00 a R$ 200,00 (bilheteria do teatro e pelo site www.ingressorapido.com.br)

Eu assisti ao filme Rei Lear em preto e branco, e essa é para mim uma das mais belas histórias de Shakespeare. Eu recomendo esse filme de olhos fechados.

E para quem desejar conhecer a história de “Um Violinista no Telhado” e não puder ir até o teatro Alfa, em São Paulo, vale a pena alugar o filme:

Filme Um Violinista no Telhado

Indicado para oito Oscar, incluindo melhor filme e melhor diretor e apresentando canções clássicas como If I Were A Rich man, Matchmnaker e Sunrise, Sunset, Um Violinista no Telhado é uma história universal de esperança, amor e aceitação – uma obra-prima musical vibrante, alegre e marcante (New York Daily News).
Indicado para oito Oscar, incluindo melhor filme e melhor diretor e apresentando canções clássicas como If I Were A Rich man, Matchmnaker e Sunrise, Sunset, Um Violinista no Telhado é uma história universal de esperança, amor e aceitação – uma obra-prima musical Vibrante, alegre e marcante (New York Daily News).

bisou bisou,

Viviane

 



Musical “A Família Addams”

O cartunista Charles Addams (1912-1988) era um sujeito peculiar, pois preferia um tipo de humor mais próximo do macabro, do gótico. A ponto de, nos anos 1930, ter decorado sua casa com uma guilhotina e um esqueleto. Por trás dessa esquisitice, no entanto, escondia-se um homem preocupado com a união familiar. E o fruto dessa mistura resultou em alguns dos principais personagens de quadrinhos da história, a Família Addams. Criados, em 1932, para a revista The New Yorker, os desenhos foram transformados em série de TV nos anos 60, depois em desenho animado, e inspiraram dois filmes dirigidos por Barry Sonnenfeld até se transformarem em um musical.

E a versão brasileira de A Família Addams está em cartaz no Teatro Abril.

Mortícia e Gomez Addams, interpretados pelos atores Marisa Orth e Daniel Boaventura, cantam e dançam junto a Wandinha, Feioso, Tio Fester, Vovó e Tropeço, no palco do teatro Abril, em “A Família Addams” uma comédia musical muito engraçada e gostosa de assistir. O espetáculo dividido em dois atos tem duração de duas horas, garantindo muitas risadas e descontração!

Sinopse
“A Família Addams apresenta uma história original. É o pesadelo de todos os pais. Sua filha mais nova se transformou em uma jovem mulher, e para piorar, se apaixonou por um doce e inteligente jovem de uma família tradicional. Sim, Wandinha Addams, a última princesa das trevas, tem um namorado “normal”, e para os pais, Gomes e Mortícia, esse é um acontecimento que irá virar de cabeça para baixo a casa dos Addams quando eles são forçados a organizar um jantar para o jovem e seus pais.”

De fato, a partir do macabro, Charles Addams brincou com a “tradicional família americana” e tratou de temas sociais delicados mas sempre presentes, como a diferença – afinal, o que é normal para uma família tradicional, certamente não é para os Addams e vice-versa. Basta observar uma fala de Mortícia quando interpela a filha Wandinha (Laura Lobo): “O que é normal para uma aranha é uma calamidade para a mosca presa na teia. O que então é normal?”

Com personagens tão carismáticos, que consideram dias chuvosos ideais para um passeio, o musical dá um passo adiante na evolução da família. Isso quer dizer que Wandinha cresceu e agora está namorando um rapaz muito certinho, Lucas (Beto Sargentelli), cujos pais, Alice (Paula Capovilla, que interpretou Evita recentemente) e Mal (Wellington Nogueira, do Doutores da Alegria), são o ponto culminante da caretice.

Assim, duas famílias tão distintas vão se conhecer em um jantar de apresentação na casa dos Addams, onde vivem também Tio Fester (Claudio Galvan), o caçula Feioso (papel alternado por Nicholas Torres e Gustavo Daneluz) e a estranha Vovó (Iná de Carvalho), além do mordomo que apenas murmura, Tropeço (Rogério Guedes).

O encontro entre pessoas tão diferentes resulta em um humor amalucado, ao estilo dos irmãos Marx, no qual conceitos tão definidos como certo e errado, belo e feio, tornam-se duvidosos. “O musical brinca com preconceitos e traz uma mensagem mais conciliadora”, observa o americano Steve Bebout, diretor associado que passou as últimas semanas em São Paulo observando o trabalho da produção brasileira. “A montagem aqui é semelhante à da Broadway, mas, claro, sempre há espaço para algumas brincadeiras locais.”

E elas, de fato, se espalham pela montagem, reforçando o humor. Em um determinado momento, por exemplo, Gomez e Mortícia se lembram da última peça a que assistiram, Morte e Vida Severina. “Rimos muito”, diverte-se Mortícia. Em outro momento, Vovó, que é uma velhinha bem descolada, diz uma frase da moda: “Ah, se eu te pego…”

Vovó, aliás, é tão amalucada que Gomez e Mortícia não sabem de qual dos dois ela é mãe. “É esse tipo de humor – inteligente, contundente, malandro – que faltava aos musicais montados aqui no Brasil“, acredita Daniel Boaventura que, aos 42 anos, oferece mais um grande personagem: seu Gomez esbanja uma malícia típica latina, especialmente ao declarar o eterno amor pela mulher. Já Mortícia representa um desafio para Marisa Orth. “Sou uma pessoa muito estabanada, uso muito os braços para falar, mas, como Mortícia, tenho de baixar o tom, segurar as mãos e usar muito a expressão do rosto.”

Eu AMEI assistir a este musical. Mais uma vez Daniel Boaventura dá um show com sua presença no palco, sua voz poderosa e seu talento impagável para comédia. Ele que soma agora 11 musicais em uma bem sucedida carreira é a estrela da peça. Marisa Orth está ótima como Mortícia (embora esteja bem contida), em seu vestido longo (não achei o vestido bonito) e seus longos cabelos negros (faltou a mecha de cabelo branca). A atriz Laura Lobo, que faz a Wandinha tem uma voz maravilhosa. É pequena e magrinha e tem um vozeirão impressionante. É linda a cena em que o Tio Fester voa em direção a Lua (ele é apaixonado por ela). Enfim, todos os atores estão em perfeita sintonia e fazem do musical A Família Addams um perfeito e imperdível espetáculo.

Eu e meu namorado sentamos na segunda fileira e deu para ver cada detalhe. Está muito bem montada. Eu sempre assisti aos episódios da Família Adams em preto e branco na TV Cultura e também ao serido Os Monstros (Concorrente do seriado A Família Adams) e agora fiz a maior confusão. Acho que a mecha branca no cabelo era da matriarca do seriado Os Monstros e a mãozinha (que eu julgava ser da Familía Adams) talvez fosse deste seriado. Alguém se lembra dessa mãozinha?

atualizando…na verdade a mãozinha aparece sim, na cortina!

No cinema eu assisti ao filme “A Família Addams”, na versão de 1991 com Anjelica Houston e Raul Julia. Eu lí na Folha que Tim Burton vai filmar ” A Família Addams” em 3 D. Vamos aguardar e torcer para que não demore muito!

Musical A Família Addams

Local: Teatro Abril

Endereço: Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411
Horários: Quinta e sexta, às 21h; sábado, às 17h e 21h; domingo, às 16h e 20h.
Preços: De R$ 70 a R$ 250 (Estudantes pagam meia entrada)
Site oficial: http://www.afamiliaaddams.com.br/

BISOU BISOU,

Viviane

Via: Ubiratan Brasil – O Estado de S.Paulo



Peça de teatro: Eu Era Tudo Pra Ela… E Ela Me Deixou

Assisti Marcelo Médici na peça Mistério de Irma Vap e saí da peça me sentindo como se tivesse feito 1000 abdominais. Ri muito.
Não via a hora de ver outra peça e fui assistir a peça Eu Era Tudo Pra Ela… E Ela Me Deixou.
É impressionante como Marcelo tem facilidade em mudar a voz e de trejeitos.
Em questão de segundos (como em Mistério de Irma Vap), o ator transfigura-se em diferentes personagens, mostrando que veio para arrasar no palco!

Marcelo Médici interpreta nove personagens que passam rapidamente pela vida amorosa Samuel (papel de Ricardo Rathsam que o dirigiu em Cada um com seus pobrema), que representa o homem do nome da peça, que era tudo pra ela, foi deixado e sofre muito por amor.
A direção da montagem, em cartaz no Teatro FAAP, é de Mira Haar e ainda recebe um encontro inusitado: Marcelo Médici já foi diretor de uma peça interpretada e escrita por Ricardo Rathsam.
O figurino Ã© assinado pela diretora Mira Haar, a iluminação é de Kleber Montanheiro e a cenografia de Marco Lima.
Serviço:
Teatro FAAP (506 lugares). Rua Alagoas, 903, Higienópolis, tel.: 11.3662.7233. Sextas, às 21h30, sábados, às 21h e domingos, às 18h. Ingressos: sexta R$ 50,00, sábado R$ 70,00 e domingo R$ 60,00. Duração: 75 minutos. Classificação Etária: 14 anos.
Serviço de venda de Ingressos: (11) 3662.7233 / 3662.7234. Aceita cartões Visa, Mastercard e Dinners. Estacionamento: gratuito, com vagas limitadas. Temporada: até 04 de dezembro.
Agora uma dica para quem ainda não viu a peça “Cada um com seus pobrema” (como eu): já estão a venda os ingressos para a pequena temporada em janeiro.
de 17 de Janeiro a 1 de fevereiro de 2012
Eu já garanti o meu!!!
bisou bisou,
Viviane



Monólogo "Viver Sem Tempos Mortos" com Fernanda Montenegro

“É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente”
(Simone de Beauvoir)”
Tive o prazer de ver o monólogo “Viver Sem Tempos Mortos“, baseado nas memórias de Simone de Beauvoir, com Fernanda Montenegro, na segunda fileira. Era um grande sonho meu poder ver a dama do teatro brasileiro nos palcos.
Trajando uma calça preta e um camisa branca, Fernanda acomodou-se em uma singela cadeira de madeira colocada no centro de um tablado sobre o palco. Seu corpo na penumbra, deixado ver-se de relance por um tímido feixe de luz, sem elementos cênicos e os artifícios corporais, o que valeu mesmo ali foi apenas o rosto e a voz de Fernanda.  
Pelos próximos sessenta minutos, acompanhamos a vida de Simone de Beauvoir e de seu grande ato de amor vivido com Jean-Paul Sartre. Uma vida que habitou o controverso século 20 e fez da liberdade a única condição para sua existência.
Ao final da peça, eu poderia apaludi-la a noite inteira. Fiquei muito tentada a pedir uma foto, mas fiquei tímida.
É impressionante como aos 82 anos, Fernanda Montenegro Ã© classuda, maravilhosa! 
O monólogo, escrito por ela mesma, é baseado na vida da francesa Simone de Beauvoir, filósofa e ensaísta, mulher de Jean-Paul Sartre, defensora do feminismo.
Quando comprei os ingressos logo pensei qual seria o motivo do título da peça,  mas logo fiquei sabendo que ”Viver Sem Tempos Mortos” foi uma frase de ordem, repetida em maio de 68.
O dicionário autoriza o uso da palavra, mas a atriz defende que não é um “espetáculo”, não no sentido comumente usado. “De espetáculo não tem nada. Não tem penduricalhos, parangolés. Ele é essencial, muito dentro do que eu esperava”, disse, em entrevista na capital paulista, onde se apresentou com a peça por um curto período em 2009.
A ideia surgiu numa conversa com o amigo Sérgio Britto, quando os dos ficaram interessados em adaptar “Tête-à-Tête”, história da relação de Sartre e Beauvoir. A parceria não evoluiu e Montenegro decidiu levar o projeto adiante por conta própria. A partir das correspondêncidas e da autobiografia de Simone, escreveu um resumo de 200 páginas, depois diminuído para 30. “É apenas um cheiro, um nada em relação à vida dessa mulher – só de autobiografia são seis volumes.”
A atriz tinha, então, um texto estritamente literário, mas não sabia se “dava samba” em cena. Depois de uma conversa com o diretor Felipe Hirsch, não só ficou tranquila como encontrou uma “simbiose maravilhosa”. “Hirsch é um minimalista, um dos poucos diretores brasileiros que fogem do barroquismo. Muito criativo, mas sem ser histriônico.”
Isso levou a um teatro sem dramaturgia, trilha sonora ou atores coadjuvantes. No palco, apenas Fernanda com um figurino sóbrio, uma cadeira e um facho de luz. “Entro, sento na cadeira e falo como se fosse a memória de Simone sendo contada.”
Para a atriz, um monólogo é sempre um desafio do tipo “viver ou morrer”, mas que, na sua opinião, acabou se tornando o retrato de um período de recursos parcos para a produção teatral, mais do que um opção meramente estética.
“Estamos vivendo a era do monólogo. Teatro é caro. Não é algo que se compra na prateleira ou na calçada. Hoje está acontecendo uma pulverização do orçamento, se distribuindo mais para aqueles que nunca tiveram. Não dá mais para fazer espetáculos como fazíamos antigamente. Hoje em dia ter dois ou três atores em cena já é muita gente.”
Liberdade e verdade
Fernanda Montenegro tomou contato com a obra de Simone de Beauvoir pela primeira vez aos 19 anos, ao ler “O Segundo Sexo”, divisor de águas do pensamento feminista. “Mudou o mundo. Antes disso, o homem era considerado o centro, o absoluto, e a mulher, o outro. Um ser superior e outro que está ao lado para pegar o que resta da mesa.”
“Sem Sartre e Simone, não haveria 68 em Paris. Eram provocadores, contribuíram para a mudança libertária que hoje vemos no mundo. Tinham dois princípios: liberdade e verdade“, acrescentou.
Mais do que colocar a plateia para refletir sobre suas certezas, a ideia da atriz de mergulhar na obra de Beauvoir também estava relacionada a um desejo de refletir sobre sua própria vida. “Já estou com a idade que estou, há 65 anos vivendo publicamente. Passei por muitos textos, mudança de vida, cidade, filhos, netos, perdi pai, irmã, família. Experiências duras. Simone tem sempre algo que faz você refletir. E pessoas de idade gostam de contar sobre sua vida, para relembrá-la.”
Idade que não parece pesar. Ao ser perguntada sobre a reestreia de “Viver Sem Tempos Mortos”, Montenegro tem humildade para assumir e dizer: “sinto que melhorei”.
“Viver Sem Tempos Mortos” em São Paulo
Até 11 de dezembro 2011
Teatro Raul Cortez, Fecomércio
Quinta a Sextas, às 21h30; sábados, às 21h; domingos, às 18h
R$ 80,00 a R$ 100,00 
Informações: (11) 3254-1700
bisou bisou,
Viviane
Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br



Peça de teatro: "O Filho da Mãe"

Fui assistir a peça de teatro “O filho da mãe”, depois que li a crítica bastante favorável na Veja. Nem sempre concordo com a revista Veja neste quesito mas realmente adorei a peça. No início achei que seria uma roubada pois não ri e achei que iria me irritar com a gritaria da personagem Valentina. Mas basta aguardar alguns minutos que a peça começa a fluir e você cai na gargalhada. Aplaudi de pé a atuação de Eduardo Martini.
Com direção de Eduardo Martini e texto de Regiana Antonini, a comédia O Filho da Mãe está em cartaz no Teatro Folha, shopping Pátio Higienópolis. A peça é uma homenagem ao amor, que busca na comédia e na sátira do estereótipo das mães, uma forma de abordar temas como paixão, carinho e relações familiares. No elenco, Bruno Lopes e Eduardo Martini.
Uma história contada em flashbacks
Com uma história simples, a apresentação permeia a convivência de uma mãe divorciada que mora com seu filho em um apartamento. Apenas com dois atores no elenco, Valentina (Eduardo Martini) e Fernando (Bruno Lopes), a peça mostra de forma bem-humorada, os conflitos e dramas nas mais diversas situações vividas por essa família.  
Enquanto Valentina é uma publicitária bem sucedida profissionalmente, mas completamente desmiolada e apaixonada pelo filho, Fernando é um recém formado roteirista, que está indo para Nova York estudar cinema contra a vontade da mãe. São citados ainda o pai e sua namorada de 20 anos que está grávida, Odete, uma mulher dois anos mais nova que Valentina que se envolve com o filho desta e Mandioca, o melhor amigo de Fernando.
Diferente de peças com começo, meio e fim, o Filho da Mãe não possui um enredo linear. Isso quer dizer que a história não ocorre de maneira cronológica. Sendo assim, em quatro momentos diferentes, o texto joga com flashbacks que mostram essa relação de mãe e filho, revelando acontecimentos passados da vida dos dois.
Entre esses acontecimentos, está o dia em que Fernando, aos 15 anos de idade, traz uma iguana para casa, novidade que causa total desespero na sua mãe, que odeia bichos e diz ter certeza de que o novo animal de estimação do filho é um jacaré ou um pterodátilo.

Em uma segunda lembrança do passado, Valentina, em uma atitude ‘tipicamente materna’, atocha remédio garganta abaixo de Fernando. “No geral, mães, quando veem seus filhos doentes, agem dessa maneira exagerada, é uma situação cômica e recorrente com que, acredito, muita gente vai se identificar” – explica Eduardo.
Enquanto se encaminha para um final surpreendentemente emocionante e ao mesmo tempo hilário, o espetáculo segue dessa forma, mostrando ainda mais dois flashbacks: quando ela pensa que ele é gay e quando fica indignada ao descobrir que ele está namorando uma mulher dois anos mais nova que ela e que está dormindo no quarto dele.
De 02 de Julho a 27 de Agosto de 2011
Dias e Horários: Sábados às 20h
Em Exibição: Teatro Folha
O ator brasileiro Eduardo Martini é paulista e nasceu em 1964.
O ator já trabalhou na televisão, como o personagem Querubim na novela Deus nos Acuda (em 1992 na Rede Globo), como Cotia em O Clone (em 2001 na Rede Globo), também foi o detetive Ribeiro em Cristal no ano de 2006 (no SBT), e também interpretou Belmiro em Casos e Acasos na Rede Globo. No mesmo ano fez Arsênio Dúbio em Uma Noite no Castelo.
Além de ator, Eduardo Martini também é bailarino. Realmente as paixões deste homem é atuar, cantar, dirigir e produzir, Martini sabe fazer isto desde seus dezesseis anos.
Nos anos de 2004 e 2006, o ator participou dos programas É o Show e Charme (no SBT).
Mesmo assim Eduardo atua com mais intensidade no teatro, onde fez um sucesso com o espetáculo Quem tem medo de Itália Fausta? e Na Medida do Possível. Em 2007 e 2008, fez mais sucesso ainda com o espetáculo I Love Neide. Ano passado o ator ficou responsável pela direção e atuação na pela Até que o Casamento nos Separe.
Vale a pena meninas!
bisous bisous,
Viviane



Peça Musical da Broadway em NY: "Priscilla: Queen of the Desert" produzida pela minha mais querida atriz Bette Midler

O premiado filme dos anos 90  virou espetáculo de sucesso desde de 2006 na Australia. Em seguida ficou por 3 anos em cartaz em Londres e pelo seu grande sucesso chegou a Broadway em março, no The Palace Theatre – o mesmo que exibiu ‘Mamma Mia!’.
O musical tem produção de Bette Midler, direção de Simon Phillips e é estrelado por Will Swenson (Mitzi), Tony Sheldon (Bernadette) e Nick Adams (Felicia). As canções são interpretadas por um time de ‘Divas’: Jacqueline B. Arnold, Anastacia McCleskey e Ashley Spencer.
Quem já leu o “Sobre Mim” sabe que sou APAIXONADA por esta atriz e que meu sonho é assistir a um espetáculo dela. Pena que neste espetáculo ela não atue e seja apenas a produtora.
 Bette Midler
Elenco da peça
Nos figurinos, Tim Chappel e Lizzy Gardiner repetem a parceria que rendeu o Oscar na categoria e um Olivier, o Tony do teatro britânico. Eles prepararam 500 trajes, 72 perucas, que usam de 200 a 300 cristais Swaroviski – incluindo o famoso sapato gigante assinado com 2.500 cristais incrustados.
Rico, alegre, divertido, irreverente, o espetáculo possui elenco e figurino primorosos, trilha sonora fantástica, momentos de muito humor e tiradas inteligentes. A produção possui alta tecnologia, com trocas de cenários inesperadas, efeitos de maravilhoso visual e impecável execução.
O espetáculo conta a historia de Felicia, Bernadette e Tick – duas drag-queens e uma transexual que são convidadas a participar de um show musical do outro lado do país. Para a viagem, elas compram um ônibus, que ganha o nome de Priscilla e rumam pelo deserto da Austrália, onde vivenciar diferentes situações, incluindo o preconceito e a homofobia. Elas enfrentam as adversidades com bom-humor e muita música animada.
A música mais esperada do espetáculo é o sucesso “I Will Survive“, que leva o publico à loucura!!! Outras músicas animadas: ‘Go West (originalmente do Village People e depois regravada pelos Pet Shop Boys)’, ‘It’s Raining Men (das Weather Girls)’, ‘Girls Just Wanna Have Fun (Cindy Lauper)’, ‘Material Girl (Madonna)’, ‘I Say a Little Prayer (Dionne Warwick)’, ‘Hot Stuff (Donna Summer)’, entre outras.
‘Priscilla, a Rainha do Deserto’ está em cartaz no The Palace Theatre, nos seguintes horários: segunda-feira, quinta, sexta e sábado às 20h; terça, às 19h; domingo, às 19h30; matinês aos sábados e domingos, às 14h.
Os ingressos custam de U$ 55 a U$ 135.
Maiores informações: http://www.priscillaonbroadway.com/
O filme é muito engraçado! Vale a pena assistir.
bisous bisous,
Viviane
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